OS MITOS SOBRE A EDUCAÇÃO

 

17 MITOS SOBRE A EDUCAÇÃO QUE AS PESSOAS ACREDITAM

   Por Andrianes Pinantoan

 

1.   Mais dever de casa, maior aprendizado

Os pesquisadores descobriram que a relação entre mais dever de casa e maior aprendizagem é tênue na melhor das hipóteses. Isto é, especialmente, verdadeiro para os alunos do ensino fundamental e os do ensino médio. Em um esforço para redesenhar a carga de trabalho dos alunos muitos distritos em torno dos EUA começaram a proibir o dever de casa nos fins de semana, feriados e até mesmo as noites durante a semana.

 

2.   Mais dinheiro significa melhores escolas

Embora as despesas escolares tenham aumentado ao longo das últimas décadas nem as taxas de graduação, nem as pontuações dos testes evoluíram de suas posições relativamente sombrias. Desde 1970, que as pontuações não se correlacionam positivamente com o aumento das despesas e com o aumento da tecnologia ao longo do tempo, segundo a National Assesment of Educacional Progress.

 

3.   O mito dos problemas insuperáveis

Muitos políticos são rápidos em culpar a sociedade pelo mau desempenho das escolas. Mas a crença de que a educação não pode ajudar é perigosa. Reformas que se concentram nos incentivos das escolas públicas levam a ganhos educacionais, e a prestação de contas cuidadosamente escolhida, muitas vezes, tem demonstrado esvaziar a importância de problemas sociais como a pobreza.

 

4.   As pontuações dos exames estão relacionadas à competitividade econômica

Considere o Japão, cuja economia atual se encontra em declínio, enquanto seus alunos continuam campeões nos exames de avaliação. A educação de qualidade pode prevalecer em uma nação economicamente desafiada. Não há dúvida sobre isso.

 

5.   Somente as escolas podem acabar com essa lacuna para se alcançar o êxito

A lacuna de desempenho é evidente nos alunos, já no primeiro dia de aula do jardim de infância, devido a uma série de fatores, incluindo histórico econômico, formação (como a educação dos pais dos alunos,) ingestão nutricional, genética e orientação dos pais. Devido a essa contingência, os pesquisadores argumentam que a lacuna de desempenho reflete a pobreza de raciocínio e incompetência política ao acreditar que a reforma escolar, por si só, poderia supri-la.

 

6.   Escolas particulares e licenciadas são as melhores para se educar os filhos

O número de estudantes das escolas particulares não é maior do que os estudantes de escola pública. Os estudos sugerem que os “benefícios” de escolas particulares podem nada significar a não ser a exposição de pais mais educados e conhecimentos afluentes em relação aos outros alunos.

 

7.   O mito “Professor-Prova”

Não existem soluções para professor-prova. A tarefa humana de ajudar um aluno não pode ser substituída por modelos de aprendizagem automatizados, nem por um método de instrução multifacetado resultante de tentativa e erro. Mas a confiança deve ser colocada em nossos professores.

 

8.   Nossos professores trabalham menos e ganham mais

Segundo pesquisadores, os professores americanos gastam entre 1.050 e 1.100 horas ensinando por ano muito mais do que quase todos os países. A Argentina e o Chile também estão no topo da lista. Apesar dos elevados gastos com educação os salários dos professores em todo mundo são muito inferiores aos obtidos por outros trabalhadores que possuem credenciais de educação superior.

 

9.   Uniões protegem maus professores

Entre 2006 e 2010, 245 professores pediram demissão ou foram demitidos nos EUA. Isso aconteceu porque os sindicatos fizeram um esforço para monitorar os professores de baixo desempenho em distritos escolares em toda a nação. Se os alunos em uma sala de aula estão se comportando pior do que os alunos de outra classe, faz pouco sentido culpar o professor antes de levar em consideração outros fatores.

 

10.       O desempenho estudantil vem se deteriorando há décadas

Ao contrário da crença popular, os alunos de hoje cumprem tão bem, quanto seus pais em termos de testes de avaliação padronizados e taxas de graduação do ensino médio. Simplesmente, não há nenhuma evidência concreta para indicar que o desempenho do estudante tem estado declinado por décadas. Tratam-se de mitos apresentados por sindicatos de professores e responsáveis ​​pela política educativa.

 

11.       Os professores são, exclusivamente, responsáveis pela a aprendizagem

Aprender é um processo interativo. Os professores não são as únicas pessoas na sala de aula que têm conhecimento valioso para compartilhar ou assumir essa responsabilidade. Os alunos, também, podem ensinar uns aos outros e se beneficiar com o trabalho em equipe. Em primeiro lugar, o professor é um facilitador.

 

12.       A desvantagem de não se ter a mesma capacidade para aprender

Não há evidências de que os alunos de comunidades desfavorecidas tenham uma menor capacidade de aprendizagem do que alunos de origens privilegiadas. Os estudantes com dificuldades econômicas podem apresentar desempenho piores nas avaliações; experimentam ansiedade e falta de controle que levam a um desempenho inferior; reagem negativamente à autoridade; faltam a várias aulas regularmente; e abandonam a aprendizagem formal - mas nada disso é devido a menor capacidade educacional.

 

13.       Não importam as escolas

Intelectuais e políticos, de modo semelhante, afirmam que a educação não pode salvar jovens desfavorecidos e que o problema reside na política e reforma socioeconômicas. No entanto, desde a instauração de atos como Nenhuma Criança Fora das Escolas, as escolas têm sido instrumentos para darem aos alunos carentes uma chance de escaparem da pobreza. A educação é um direito legal dos empobrecidos.

 

14.   Pequenas classes produziriam grandes melhorias

Embora a pesquisa tenha destacado as vantagens de reduzir o tamanho das turmas, especialmente em ambientes universitários, há pouca evidência de que beneficie os alunos em uma escala suficientemente ampla para fazer a diferença. Considerando os desafios financeiros de dividir os alunos em grupos menores, contratar mais professores e investir em mais recursos, reduzir o tamanho da classe - não deve ser encarado - como um meio de salvar a educação.

 

15.   A preparação dos professores pouco importa para o desempenho dos alunos

Embora o ensino pela América tenha produzido alguns excelentes professores com pouco ou nenhum treinamento, O National Bureau of Economic Research mostrou que os professores iniciantes com treinamento clínico mais extensivo (como estágios ou programas de certificação) produzem maiores ganhos de desempenho ao aluno e conservam suas posições durante mais tempo do que os professores com menos preparação.

 

16.   A maioria dos professores não se interessam

Se o desempenho do aluno é baixo, isso não significa que os professores não se importam. Estes se tornam professores precisamente porque se importam. Mas não é um trabalho fácil. Os educadores enfrentam muitos desafios todos os dias, como por exemplo, com uma criança, particularmente, problemática ou em casos extremos, que tem que ser resolvido em uma assembleia escolar - e fazem o máximo para ajudar os alunos a ter sucesso apesar dessas dificuldades.

 

17.   As credenciais e a experiência não importam. Só importa o conhecimento do conteúdo

É benéfico que cada professor seja um perito em sua matéria, mas a experiência é a chave. Se os docentes não sabem como envolver os alunos e relacionar seus conhecimentos com outros, sua experiência será tão boa quanto inútil em classe. Credenciais e experiência contam.

Quando os educadores ensinam os mesmos assuntos e os mesmos níveis de escolaridade de forma consistente, especialmente, durante os primeiros cinco anos de ensino, cabe aos mesmos e aos seus alunos serem não apenas especialistas em sua matéria, mas terem experiência em relacionar os assuntos de sua matéria com os outros. Professores experientes são mais organizados, orientados por estratégias e criativos na sala de aula.

 

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